horror e miséria

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Horripilante
30.6.04
fome
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21.6.04
bandarilhas
Um conselho de alguém muito "batido": o uso e porte de arma é altamente restritivo, em Portugal; qualquer marginal pode andar armado, com revólver, pistola, ou arma branca, mas a maioria da população não é constituída por marginais (ainda), pelo que o melhor é estar prevenido; existem dezenas de artefactos para o efeito, chibatas e mocas extensíveis ou telescópicas, soqueiras discretísssimas, etc.; mais prosaicamente, é possível a qualquer cidadão comum defender-se de ataques, basta aprender a manejar um martelo, uma chave-de-fendas, um simples canivete, como arma de defesa. No fundo, trata-se de usar os mesmos apetrechos dos atacantes mais imaginativos; porque, é bom que fique claro, qualquer pessoa de bem está em sistemática desvantagem, quando confrontada com um marginal, para o qual todos os meios são não apenas legítimos como muito mais acessíveis.
Então, por exemplo, imaginemos que vamos com a família a um qualquer arraial, agora que estamos na época deles. Imaginemos também, exercício nada difícil, que aparece um qualquer marginal - situação cada vez mais trivial nesse tipo de eventos, nos quais parece ser agora necessário pedir licença aos ditos marginais para entrar - e que, enfim, alguma coisa corre mal: um bandido "mete-se" com a sua mulher, provoca, insulta, agride ou tenta roubar algum dos seus amigos ou familiares. O que fazer, nesse caso?
Bem, é fácil: lápis. Sim, lápis!
Ou esferográficas, ainda mais prático. Ponha um ou uma em cada bolso, do lado direito e do lado esquerdo, mas assim muito "à mão". Leve dois vulgaríssimos lápis nos bolsos, de preferência bem afiados.
Quando a coisa acontecer, ou se acontecer, espere, aguente; não reaja logo. Defenda-se na medida do possível, mas sem se exceder; nunca se esqueça de que são as pessoas de bem, quem tem identidade e documentos e responsabilidade quem será prejudicado em primeiro lugar, processado, investigado, devassado, perseguido; ao marginal, ninguém fará nada, por definição e por statu quo ou pela mais simples ordem "natural" das coisas.
Há-de haver um momento, provavelmente quando a coisa der mesmo para o torto, em que - no meio da confusão - a oportunidade se proporcione. Rapidamente, sem hesitação, puxe dos seus dois lápis e espete-os no pescoço do animal, de ambos os lados. Provavelmente, um deles, se não ambos, vão partir-se. Retire-se discretamente.
É tudo.
Não caia no erro de ter testemunhas. O depoimento de qualquer familiar ou amigo de um marginal vale tanto como o de um seu familiar ou amigo.
E, de resto, isto é perfeitamente normal e vulgar no "milieu". Trata-se apenas de aprender com essa gente e dar-lhes a provar a própria medicina. É rigorosamente o mesmo que os gangs fazem nas lutas entre si, quando, por azar são revistados, "limpos" e mandados seguir.
De qualquer forma, é preferível ter alguma arma do que nenhuma. Essa gente anda com muitas outras coisas, além de lápis ou de esferográficas, e não propriamente para escrever peças de Teatro ou tomar notas sobre o quotidiano. E têm uma arma, em especial, muito superior a qualquer outra: a total e absoluta indiferença pela vida, de preferência a alheia.
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18.6.04
Número de doentes abandonados em hospitais aumenta em Portugal
Segundo disse ontem à Lusa o presidente da Associação dos Administradores Hospitalares, Manuel Delgado, o número de doentes com alta clínica que permanecem nos hospitais porque não têm outro sítio para ir está a aumentar em Portugal. Estes «casos sociais» devem-se, em parte, ao envelhecimento da população associado a patologias que obrigam a demoradas permanências nas instituições, como acidentes vasculares cerebrais e outras patologias de difícil reabilitação. A patir do próximo mês, as misericórdias portuguesas vão disponibilizar 344 camas para acolher estes doentes que, apesar de já tratados, permanecem nos hospitais portugueses por não terem outro local para onde ir.

in Jornal Record, hoje, antepenúltima página

Existem velhos absolutamente sozinhos no mundo, em sentido figurado e em sentido literal, sem qualquer pessoa de família viva, sem amigos, nada, ninguém. Não serão a maioria, no entanto, como um simples exercício de cálculo pode facilmente demonstrar. É muito provável que a maior parte destas pessoas abandonadas tenha filhos, netos, sobrinhos, quando não irmãos, primos, tios.
O que acontece é que os velhos são despejados à porta dos hospitais, como fardos de palha, como sacos de lixo. Principalmente aos domingos, por exemplo em Santa Maria, há quem aproveite o bom tempo e os belos jardins para ali levar o Pai, ou a Mãe, ou a Avó, ou uma Tia, enfim, "algo" que esteja lá em casa a estorvar. Depois de uma voltinha pelas redondezas, senta-se o velho num banco, às vezes com o requinte de lhe deixar um farnelzinho, e pronto; basta meterem-se de novo no carro e arrancarem dali para fora, discretamente.
Este horror é um daqueles que praticamente ninguém refere, mas que existem, como sabe perfeitamente - em especial - o pessoal de enfermagem. Existem filhos que se "esquecem" dos pais nos jardins de Santa Maria, de S. José, de Santo António e em muitos outros hospitais por esse país fora; quanto maiores forem as instituições, quanto mais movimentadas, quanto maior for a confusão, mais fácil se torna a manobra de descarte. O velho ali fica, sem qualquer identificação, muitas vezes sem saber sequer o próprio nome ou incapaz de articular uma única palavra; são pessoas que tiveram um AVC, ou que têm Parkinson, ou Alzheimer, ou que, de qualquer forma, atingiram um estado de demência irreversível, catatonia, imbecilidade clínica .
E quem diz "filhos", com tal problema de amnésia, diz qualquer outro grau de parentesco. Há casos em que estes seres humanos - que estranhamente conseguem dormir - continuam a receber a pensão ou a reforma do velho que abandonaram. Evidentemente, quando este acaba por morrer, o corpo não pode ser reclamado: isso seria denunciarem-se e acarretaria uma série de maçadas, como tratar do funeral, dar "baixa" do beneficiário na Segurança Social, etc. Este deve ter sido um dos motivos que levaram o Governo a instituir a figura legal designada por "prova de vida", como garante de que é o beneficiário quem recebe o que lhe é devido e não qualquer canalha que se intitula "filho" de alguém.
Uma enfermeira confessou-me, trémula, que este horror "é de épocas": é mais aos domingos, sim, mas em especial nos meses de Junho, Julho e Agosto. Por coincidência, a mesmérrima sazionalidade que existe com o abandono de animais domésticos, os cães, os gatos, os periquitos. E com estes, por paradigma ou ironia maquiavélica, muita gente se preocupa; existem até campanhas publicitárias, incentivando o cidadão a não abandonar o seu animal de estimação quando vai de férias. Mas, evidentemente, não é fácil imaginar uma campanha, um "outdoor" por esses belos jardins com os dizeres: se vai de férias, não abandone o seu Pai ou a sua Mãe, porque eles sentem como nós. Ou, exemplo mais directo, os pais são nossos amigos. Isto seria impensável, até porque é reconfortante imaginar que existem "maus" que procedem a tal vileza com o cão ou o gato; os "maus" são os outros, claro. Mas é necessário conservar alguma saúde mental e, convenhamos, aceitar que algum ser humano faça isso mesmo com outro ser humano é demasiado, ninguém aguentaria sequer a hipótese de que isso existe. Mas existe.
E esses filhos de algo andam por aí, dardejando cromados, exibindo bronzes, impantes e serenos. Sorriem, apertam-nos a mão, são muito simpáticos, alguns até são nossos amigos, vizinhos, colegas. Ninguém diria...


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16.6.04
entrevista com o terror
A entrevista a seguir, foi feita por um repórter da Rede Al-Jazeera com o terceiro homem em comando da organização Al Qaeda, o sr. Mohammed Al-Asuquf . Al-Asuquf tem uma qualificação impressionante, doutor em física e mestrado em economia internacional.
Na entrevista, ele fala dos planos da Al Qaeda com total desprendimento, conhecimento de causa e transmite uma segurança inabalável. Esta entrevista foi enviada a Abel-Bari Atwan, editor-chefe do Al Quds, um jornal de língua árabe publicado em Londres, mas não chegou a ser publicada, pois seu conteúdo é muito revelador. Uma cópia da entrevista veio parar em Foz-do-Iguaçú e foi traduzida para o português por um professor universitário da comunidade árabe daquela cidade. Esta é provavelmente a única versão, que não em árabe, desta entrevista.
Al-Jazeera - Qual o objetivo da rede Al Qaeda?
Al-Asuquf - Destruir o Grande Satã, isto é, os Estados Unidos e Israel.
Al-Jazeera - Por que?
Al-Asuquf - Os USA vêm ao longo de 60 anos impregnando o mundo com a sua arrogância, ganância e maleficência. É a encarnação de tudo que é mal. As pessoas que vivem nesse planeta não merecem este martírio.
Al-Jazeera - Esta visão não é um tanto unilateral?
Al-Asuquf - Não, é só você observar os últimos acontecimentos. O desrespeito ao tratado de Kyoto, o caso do Tribunal Penal Internacional Permanente, a inatividade em relação aos nossos irmãos palestinos, a ganância financeira com especulações absurdas sobre os países do Terceiro Mundo, o descaso completo com outros povos oprimidos e outras infinidades de situações que todos os chefes-de-estado ao redor do mundo conhecem. E para coroar a situação: a doutrina Bush de "atirar primeiro e perguntar depois". Isso é um abuso inaceitável e portanto terá conseqüências muito graves.
Al-Jazeera - Mas o desenvolvimento e a influência americana não é fruto de uma competência?
Al-Asuquf - Competência em extorquir, competência em subjugar, competência em mentir. Após a Segunda Guerra Mundial, o USA era o único país industrializado com o seu parque de fábricas intacto. Emprestando dinheiro, como um bom agiota, acabou por se tornar um país muito rico e poderoso, porém, sua ganância não foi reduzida. Hoje os americanos vivem como nababos, desperdiçam como nenhum outro povo, gastam cerca de 80 bilhões de dólares, por ano, só em apostas. Perderam a noção de espiritualidade e vivem em constante pecado. A cada dia que passa os USA demonstram que não sabem viver com outros povos, por isso, merece ser destruído.
Al-Jazeera - Não seria mais fácil assassinar o presidente George W. Bush?
Al-Asuquf - Em primeiro lugar não iria adiantar nada, além, talvez, de transformá-lo em mártir. Quando você tem um inimigo poderoso pela frente a melhor estratégia é não matá-lo e sim fazer ele perder a liderança por incompetência e deixá-lo viver para ver isto acontecer.
Al-Jazeera - A rede Al Qaeda tem capacidade bélica de guerrear com o USA?
Al-Asuquf - Se analisarmos a história, veremos que toda grande guerra antes de ser iniciada era baseada em conceitos já estabelecidos. Mas observando bem, estes conceitos e estratégias de nada adiantaram, pois uma outra forma de guerra estava por ser travada. Um exemplo foi a construção da Linha Maginot pelos franceses após a Primeira Guerra Mundial e que na realidade se mostrou completamente inútil diante das forças invasoras. Os porta-aviões, submarinos nucleares, satélites espiões de nada adiantarão na próxima guerra.
Al-Jazeera - Autoridades americanas mantém mais de 1000 pessoas suspeitas de terrorismo após 11 de setembro, isto não compromete os planos da Al Qaeda?
Al-Asuquf - Destas pessoas prezas talvez 20 ou 30 pertençam a Al Qaeda. Porém, são do segundo escalão. Nós possuímos mais de 500 integrantes do primeiro escalão e 800 do segundo escalão dentro dos USA.
Al-Jazeera - O que significa primeiro ou segundo escalão?
Al-Asuquf - Primeiro escalão são integrantes da Al Qaeda que se encontram no USA há mais de dez anos, muitos deles casados e com filhos. Conhecem por alto os planos e estão apenas aguardando um telefonema. Também são conhecidos por "adormecidos". Os de segundo escalão chegaram nos últimos 5 anos e não possuem a mínima idéia dos planos.
Al-Jazeera - Mesmo os casados, com filhos, estariam dispostos a morrer com suas famílias?
Al-Asuquf - Sim. Todos estão dispostos a morrer. Vide 11 de setembro.
Al-Jazeera - Nos planos gerais da Al Qaeda o que foi 11 de setembro?
Al-Asuquf - Numa escala geral, foi apenas o início. Foi apenas uma maneira de chamar a atenção do mundo para o que ainda virá.
Al-Jazeera - Quantos membros a Al Qaeda possui?
Al-Asuquf - De primeiro escalão, perto de 5 mil, de segundo escalão, perto de 20 mil ao redor do mundo.
Al-Jazeera - Na prisão de Guantanamo têm algum integrante do primeiro escalão?
Al-Asuquf - Não, inclusive muitos nem são da rede Al Qaeda.
Al-Jazeera - Como a Al Qaeda pretende destruir a nação mais poderosa de toda a história?
Al-Asuquf - É uma questão de logística. Usando o seu próprio veneno, isto é, atacando o coração do que eles consideram a coisa mais importante neste mundo: o dinheiro.
Al-Jazeera - Como assim?
Al-Asuquf - A economia americana, é uma economia de falsas aparências. Não existe lastro econômico real para a economia americana. O PIB americano é algo em torno de 10 trilhões de dólares, sendo que apenas 1% vem da agropecuária, apenas 24% vem da indústria. Portanto 75% do PIB americano vem de serviços e grande parte disto são especulações financeiras. Para quem entende de economia, e ao que parece o secretário do Tesouro americano, Paul O'Neil não entende ou não enxerga, basta ver que o USA como um todo, se comporta como uma imensa companhia "ponto com" e os dólares propriamente dito são suas ações.
Al-Jazeera - O senhor pode explicar mais?
Al-Asuquf - O valor das ações de uma companhia é diretamente proporcional à rentabilidade desta empresa. Quando a empresa é apenas prestadora de serviço e não produz bens, o valor de suas ações depende de sua credibilidade. O que quero dizer é que se a credibilidade dos USA for abalada, suas ações (o dólar), irão cair numa velocidade impressionante e toda a economia americana entrará em colapso.
Al-Jazeera - Como o senhor tem certeza disto?
Al-Asuquf - Em escala menor, é exatamente o que os grandes grupos financeiros fazem com países do Terceiro Mundo para conseguir rentabilidades em um mês o que nenhum banco suíço poderia dar em 4 ou 5 anos.
Al-Jazeera - Como, portanto, a Al Qaeda conseguiria abalar a economia americana a esse ponto?
Al-Asuquf - Provocando um déficit de 50 a 70 trilhões de dólares, o equivalente ao PIB de 5 a 7 anos dos USA.
Al-Jazeera - Como isto seria feito?
Al-Asuquf - Com a destruição das 7 maiores cidades americanas e mais algumas medidas.
Al-Jazeera - Isto seria feito através de que método?
Al-Asuquf - Usando bombas atômicas.
Al-Jazeera - Com toda a segurança nos USA como, hipoteticamente, estas bombas seriam lançadas em solo americano?
Al-Asuquf - Elas não serão lançadas, elas já estão lá.
Al-Jazeera - O quê o senhor está dizendo?
Al-Asuquf - Já existe 7 ogivas nucleares em solo americano que foram colocadas antes do 11 de setembro e estão prontas para serem detonadas.
Al-Jazeera - Como elas entraram nos USA?
Al-Asuquf - Antes do 11 de setembro a segurança americana era um fiasco, e mesmo depois, se fosse necessário, também conseguiríamos colocar as bombas nos USA. Elas entraram através dos portos marítimos, como cargas normais.
Al-Jazeera - Como isto é possível?
Al-Asuquf - Uma ogiva nuclear não é maior que uma geladeira, portanto, pode ser facilmente camuflada como uma. Em um porto marítimo chegam milhares de contêineres por dia, por mais eficiente que seja a segurança é impossível checar, vasculhar e examinar cada contêiner.
Al-Jazeera - De onde vieram estas bombas atômicas?
Al-Asuquf - Foram compradas no mercado negro.
Al-Jazeera - De quem?
Al-Asuquf - Da antiga URSS compramos 5 e do Paquistão mais 2.
Al-Jazeera - Como é possível comprar uma bomba atômica, não existe segurança?
Al-Asuquf - Antes de 1989 era praticamente impossível, porém após a queda do muro de Berlim, o exército russo entrou em um processo de autofagia e alguns generais de alto escalão começaram a perder seus privilégios, portanto, ficaram altamente susceptíveis as corrupções. O próprio General Lebeb, já falecido, e o chefe da comissão de inspetores de armas da ONU, Hans Blix já sabiam disto, apesar do ministro da Defesa russo, Serguey Ivanov negar.
Al-Jazeera - Quanto custa uma bomba nuclear?
Al-Asuquf - Algo em torno de 200 milhões de dólares.
Al-Jazeera - Como a AL Qaeda conseguiu este dinheiro?
Al-Asuquf - Temos vários patrocinadores
Al-Jazeera - Quem são eles?
Al-Asuquf - Existem vários países que nos patrocinam e mais algumas pessoas muito ricas.
Al-Jazeera - São todos países árabes?
Al-Asuquf - Não, existem, inclusive, países da Europa que também têm interesse na queda dos USA.
Al-Jazeera - Quem são estas pessoas ricas?
Al-Asuquf - Pessoas que também se cansaram de ver os USA sugando o resto do mundo.
Al-Jazeera - Saddam Hussein é uma delas?
Al-Asuquf - Poderia se dizer que é apenas um dos colaboradores, na pessoa de Abdul Tawab Mullah Hawaish, seu vice-primeiro-ministro e responsável pelos programas de armas do Iraque.
Al-Jazeera - Estas bombas atômicas são de que potência?
Al-Asuquf - As 5 ogivas russas são dos antigos mísseis T-3, também conhecidos como, RD-107 e sua potência é algo em torno de 100 kilotons cada uma, isto é, 5 vezes a bomba de Hiroxima. As paquistanesas são menos potentes, algo em torno de 10 kilotons.
Al-Jazeera - As bombas não podem ser detectadas e desarmadas pelas autoridades americanas?
Al-Asuquf - Não, apesar de antigas elas sofreram modernizações e estão muito bem escondidas. Mesmo que fossem localizadas, elas possuem dispositivos de autodetonação se alguma coisa se aproximar. Mesmo pulsos eletromagnéticos não são capazes de desativá-las.
Al-Jazeera - Elas não emitem radiação? Não podem ser detectadas?
Al-Asuquf - Não. Elas estão envoltas em grossas paredes de chumbo.
Al-Jazeera - Um navio paquistanês, suspeito, há pouco tempo foi vistoriado e só encontraram barras de chumbo. Isto tem alguma coisa a ver com as bombas?
Al-Asuquf - Sim, porém aquele chumbo seria apenas uma cobertura extra, não necessariamente fundamental.
Al-Jazeera - Como estas bombas seriam detonadas?
Al-Asuquf - Existem vários métodos, ligação por celular, rádio freqüência, abalos sísmicos ou pelo seu relógio regressivo.
Al-Jazeera - Uma vez detonadas, estas bombas causariam a morte de quantas pessoas?
Al-Asuquf - Depende, pois o plano é muito maleável
Al-Jazeera - Qual é, portanto, todo o plano?
Al-Asuquf - A princípio seria detonada uma ogiva, o quê iria provocar a morte de 800 mil a 1 milhão de pessoas e provocaria um caos de proporções nunca antes vistas. Durante este caos, mais 2 ou 3 aviões agrícolas que se encontram desmontados em celeiros perto de estradas sem movimento do interior dos USA levantariam vôo para pulverizar mais 2 ou 3 grandes cidades americanas com varíola, em missões suicidas. Isto significa que uma vez identificada a varíola, todos os portos aéreos e marítimos seriam fechados para quarentena. As fronteiras terrestres também se fechariam. Nenhum avião, barco ou veículo terrestre sairia ou entraria nos USA. Isto seria o caos total. O secretário de imprensa da Casa branca, Ari Fleischer terá muito trabalho para fazer.
Al-Jazeera - Mas o governo americano garantiu que em 5 dias poderia produzir vacina contra a varíola para toda a população.
Al-Asuquf - Ataques suicidas paralelos serão feitos contra as fábricas das vacinas.
Al-Jazeera - Qual seria a primeira cidade?
Al-Asuquf - A primeira cidade será a que melhores condições apresentar, por exemplo, céu claro, ventos de 8 ou mais milhas/hora em direção ao centro do país, para que a poeira radioativa possa contaminar a maior área possível.
Al-Jazeera - Esse ataque aniquilaria a USA?
Al-Asuquf - Não. Mas o processo estaria iniciado. Quem iria comprar algum alimento dos USA sabendo que poderia estar contaminado por radiação? Quem iria viajar para os USA sabendo da possibilidade de contrair varíola? Quem continuaria a investir dinheiro em instituições americanas? Como no World Trade Center, seria apenas uma questão de tempo para toda a estrutura econômica ruir e virar pó. Se os objetivos forem alcançados com uma bomba e a varíola, provavelmente iremos poupar as vidas de outras pessoas, porém é arriscado e provavelmente mais 6 bombas atômicas serão detonadas, uma por semana, e mais ataques com armas químicas serão efetuados.
Al-Jazeera - Quantas pessoas inocentes morrerão?
Al-Asuquf - Segundo estimativas feitas por mim e Ayman Al-Zawahiri, algo em torno de 15 milhões, devido às bombas atômicas e sua radiação. Das contaminadas por varíola, 25% morrerão, algo em torno de mais 5 milhões e muito outras devido ao caos e a desordem instalada.
Al-Jazeera - Mas a resposta militar americana?
Al-Asuquf - Praticamente não haverá. Mesmo que 5 ou dez cidades sejam escolhidas de maneira aleatória para serem destruídas, ainda será um preço pequeno para pagar. O problema é que o desespero econômico será tão grande que até poupar de gastar armas desnecessariamente ocorrerá, pois a liquidez de bens americanos ficará quase a zero e nesta altura os USA ganharão mais vendendo um porta-aviões da classe Nímias que custa perto de 5 bilhões de dólares para a Turquia ou Itália por 1 bilhão de dólares, pois precisarão se recapitalizar de maneira urgente, porém será tarde de mais. Além do mais, qual será a moral de um soldado americano de lutar sabendo que toda a sua família morreu e seu país deixou de existir. Lutar pelo quê?
Al-Jazeera - A economia mundial, também, não ruirá?
Al-Asuquf - No início será muito difícil, uma grave crise econômica se instalará. Porém sem os USA o mundo logo se erguerá de maneira mais justa e fraterna.
Al-Jazeera - E Israel?
Al-Asuquf - Como vocês dizem... será a sobremesa.
Al-Jazeera - O porta-voz de bin Laden, Sulaiman Abu Gheith, sabe que o senhor deu esta entrevista?
Al-Asuquf - Foi ele e bin Laden que me sugeriram que desse a entrevista.
Al-Jazeera - Hosama bin Laden está vivo?
Al-Asuquf - Vivo e com muita saúde, ao lado de seus comandantes, Mohammed Atef e Khalid Shaik Mohammed e o Mulá Omar.
Al-Jazeera - E o senhor não receia que venham a descobrir os planos da Al Qaeda?
Al-Asuquf - O plano já está em sua contagem regressiva, nada mais poderá pará-lo.
Al-Jazeera - Nem mesmo um pedido de desculpas e novas atitudes por parte dos USA?
Al-Asuquf - Isso não aconteceria e mesmo assim é tarde demais.
Al-Jazeera - Quando será iniciado o ataque?
Al-Asuquf - Não posso revelar. Allah Akbar (Deus é Grande) "
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Um qualquer arraial popular, algures no nosso país, noite quente de Junho, onze e trinta. Poucos velhos e quase nenhumas crianças. Os carrocéis foram deslocados. Noto que desapareceram as típicas barraquinhas de "matraquilhos" e outros jogos.
Um negro de boné branco "pede-me" um cigarro. Como não gostei do tom, recuso. O fulano desata a insultar-me, em voz baixa mas claramente perceptível; noto um sinal discreto a outro "pintas", que entretanto se aproximara; recuso de novo: "não dou tabaco, não vale a pena insistires".
O gang já estava entretanto composto, rapazolas brancos e negros, mais duas raparigas. Aproxima-se um outro negro, trazendo pela trela um "pitbull" castanho; pousa a trela no chão e pisa-a, ao deleve, apenas o suficiente para o bicho não se afastar. Evidentemente, o cão não estava açaimado, como manda a Lei em locais públicos. A não mais de dez metros, quatro agentes da autoridade em amena cavaqueira. Enquanto outro dos "pintas", nitidamente drogado ou embriagado, debita provocações, uma espreitadela por cima do ombro permite-me ver que pelo menos um dos agentes já se apercebeu de que poderia haver ali problema; julgo ter vislumbrado um olhar de relance desse agente para o cão; o polícia ri, volta as costas e retoma a conversa com os colegas.
Um dos feirantes esclarece-me: aquele é um dos grupos mais conhecidos pelas suas arruaças. Combatem ali, todos os anos, com grupos rivais. Daí a proibição de matraquilhos, por isso os carrocéis em zona mais protegida; evidentemente, percebe-se também porque desapareceram os velhos e as crianças.
Pelos vistos, este gang é agora o dono da feira, ao menos por este ano. A arma secreta deu-lhes toda a vantagem: ninguém se atreve a fazer frente a um "pitbull". Se, por hipótese académica, alguém tivesse de responder pela agressão do canídeo - treinado para filar e não largar - ninguém assumiria a responsabilidade, pelo simples facto de que o animal não tem legalmente qualquer dono. Do mesmo modo que aqueles que o alimentam e conservam nem identificação têm, quanto mais responsabilidade ou sequer existência jurídica.
Compreende-se a atitude dos "agentes da autoridade", e já todos observamos comportamentos semelhantes, nas situações mais diversas. Apenas por exemplo, lembro-me de, em tempos, ter ajudado um agente a procurar no chão os cartuchos das balas que tinha disparado contra um assaltante; é obrigatório entregá-los juntamente com o relatório da "ocorrência". A Lei portuguesa protege os criminosos, que têm todos os direitos, despreza a polícia, que tem por função escrever relatórios, e esquece as vítimas - que são sistematicamente culpadas por estarem no local errado à hora errada.
Evidentemente, os criminosos são muito amigos dos animais e, em especial, admiram a beleza e as qualidades sociabilizantes da raça Pitbull. O horripilante disto não é propriamente - ou apenas - o aspecto do animal e o animal em si mesmo; horrível é toda a gente saber para que servem os cães "de combate" e toda a gente fingir que não sabe.
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15.6.04
decapitação no Iraque
Imagens de extrema violência de uma decapitação, ocorrida recentemente no Iraque. Foi deste videoclip que foram retiradas algumas (poucas) imagens fixas que passaram nas televisões de todo o mundo. Esta não é a versão integral, que incluía um longo discurso prévio, em língua árabe. Compreende-se perfeitamente que, por respeito para com o próprio e para com os seus familiares e amigos, estas imagens não tenham sido reproduzidas na íntegra; no entanto, elas existem, o link é público e tem mesmo indicações sobre a forma de fazer "download".

http://209.0.144.17/ogrish-dot-com-american-nick-berg-beheaded-in-iraq.wmv

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Este filme é de documentário real. As imagens terão sido recolhidas algures num país árabe, provavelmente por equipa de reportagem francesa; pelo menos, é o que se depreende pela "voz-off" que vai descrevendo, em Francês, o que acontece ao condenado. O relato é, por si só, impressionante; ouve-se perfeitamente a turba ululante, que aplaude por fim, quando o infeliz é levantado na estaca. Mas o mais horrível de tudo é escutar os gritos lancinantes.
Nada aconselhável a pessoas mais sensíveis.

http://arroba.no.sapo.pt/empalado.mpeg

Para quem, por algum motivo, tiver interesse em conhecer um pouco desta parte nada dignificante da História, técnicas antigas e actuais, instrumentos e métodos de tortura, encontra muita informação em http://www.geocities.com/adtenebras/compendio.htm. Como indica o próprio nome da página (ad tenebras), trata-se de um verdadeiro compêndio que ilustra até onde pode chegar a maldade humana.


nota: este videoclip é relativamente grande (1,93 Mb); o tempo para "download" pode variar entre 3 e 32 minutos, dependendo da sua ligação
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Nos portos, aeroportos, terminais rodoviários e ferroviários, ou em quaisquer outros postos fronteiriços, existem aparelhos de raios-X, pelos quais passam todas as bagagens dos passageiros, carregamentos de mercadorias, contentores, veículos, etc. Outros dispositivos para detecção de armas, droga ou contrabando são igualmente aplicados nas pessoas que chegam ou partem; além de detectores de metais e da revista pessoal, sob certas condições, utilizam-se também aparelhos de Raios-X nos próprios passageiros.
Uma das técnicas mais comuns no tráfico de droga foi, e continua a ser, usar mulheres grávidas como "correio"; ou seja, dado que a radiação afecta o desenvolvimento dos fetos, através de convenções internacionais foi determinado que as grávidas não poderiam ser "passadas" aos raios-X e, portanto, apenas nos casos em que levantassem suspeitas, seriam revistadas por agentes femininas das polícias locais.
Assim surgiram verdadeiras profissionais do "ramo", mulheres cuja função consiste em engravidar, transportar droga, abortar no limite do prazo legal, engravidar de novo, e assim sucessivamente.
Mais recentemente, começaram a ser utilizados dispositivos de detecção que não funcionam por radiação, mas estes continuam a ser demasiadamente onerosos e, segundo alguns especialistas, menos eficazes do que o sistema radiológico.
Não é fácil sequer imaginar o grau de degradação a que é necessário chegar para que um ser-humano se preste a este papel. O horror não tem limites. Engravidar e abortar, consecutivamente, com o único intuito de traficar, e fazendo disso modo de vida, está para além da compreensão de qualquer pessoa normal.

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